RENDA-SE...


Renda de Calais
Acredita-se que a renda surgiu no Oriente e após muitas viagens, por intermédio das Cruzadas, chegou ao Ocidente em meados do século XVI. Mesmo tendo decorado punhos e golas das camisas dos aristocratas da época, reina no território feminino. A renda caracteriza-se por um tecido composto por fios das tramas e do urdume, que entrelaçados ao mesmo tempo e na mesma direção geram desenhos. Assim como a seda, a renda sempre esteve ligada ao luxo. No final do século XVI surgiram as mantilhas espanholas, que cobriam a cabeça. No século XVII, tornaram-se mais grossas, evidenciando o ponto de Veneza, para cobrir golas masculinas. No século seguinte passaram a emoldurar mãos e rostos femininos.

Existem dois tipos principais, a de agulha, conhecida como evolução do bordado, que teve suas técnicas desenvolvidas na Itália, e a de bilro, evolução da passamanaria, com aprimoramento na Bélgica. De um modo geral são diferenciadas pelo local de origem ou pelo tipo de trabalho sobre tule ou rede, com aplicações de miçangas, pérolas e cordões, ou ainda com motivos em relevo. No século XVIII industriais ingleses instalaram em Saint Pierre-les-Calais, extremo norte da França, máquinas Leavers muito apropriadas para produção de rendas, conhecidas, posteriormente, como renda de Calais. Atualmente a cidade tem o título de capital mundial do tule e renda bordada mecanicamente sobre o tule. Na seqüência, adaptou-se o sistema jacquard ao de tule leavers, com cartões perfuradores que reproduziam os mais complicados desenhos. Hoje, o método do cartão já foi substituído pelo eletrônico, agilizando o processo.

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