NATUREZA SÁBIA!!!


A castanha-do-pará, ou castanha-do-brasil é a semente da castanheira-do-pará (Bertholletia excelsa) uma árvore da família botânica Lecythidaceae, nativa emergente da Floresta Amazônica.

É um fruto com alto teor calórico e protéico, além disso contém o elemento selênio que combate os radicais livres e muitos estudos o recomendam para a prevenção do câncer (cancro).

É a única espécie do gênero Bertholletia. Nativa das Guianas, Venezuela, Brasil (Acre, Amapá, Amazonas, Maranhão, Mato Grosso, Pará e Rondônia), leste da Colômbia, leste do Peru e leste da Bolívia, ela ocorre em árvores espalhadas pelas grandes florestas às margens do Rio Amazonas, Rio Negro,Rio Orinoco, Rio Araguaia e Rio Tocantins. O gênero foi batizado em homenagem ao químico francês Claude Louis Berthollet.

Atualmente é abundante apenas no norte da Bolívia e no Suriname. Incluída na Lista Vermelha da IUCN como vulnerável, o desmatamento é a ameaça a sua populações. Nas margens do Tocantins foi derrubada para a construção de estradas e de uma barragem, no sul do Pará por assentamentos de sem-terra, no Acre e no Pará a criação de gado provoca sua morte, e a caça das cotias que são os dispersores de suas sementes ameaça a formação de novos indivíduos.

É altamente consumida pela população local in natura, torrada, ou na forma de farinhas, doces e sorvetes. Sua casca é muito resistente e requer grande esforço para ser extraída manualmente.

Apesar do seu nome em inglês, Brazil nut, o maior exportador de castanhas-do-pará não é o Brasil e sim a Bolívia, onde são chamadas de almendras. Isto se deve à drástica diminuição da espécie no Brasil, devida ao desmatamento. O nome em português se refere ao Pará, cuja extensão no período colonial incluía toda a Amazônia brasileira. Os acreanos, porém, referem-se a elas como castanhas-do-acre. Alguns nomes indígenas são juvia na região do Orinoco e sapucaia em outras regiões do Brasil.

Embora seja classificada pelos cozinheiros como uma castanha, os botanistas consideram a castanha-do-pará como uma semente, e não uma castanha, já que nas castanhas e nozes e casca se divide em duas metades, com a carne separando-se da casca.

A castanheira-do-pará é uma grande árvore, chegando a 30-50 metros de altura e 1-2 metros de diâmetro no tronco; está entre as maiores árvores da Amazônia. Há registros de exemplares com mais de 50 m de altura e diâmetro maior que 5 m, no Pará.[2] Pode viver mais de 500 anos, e, de acordo com algumas autoridades frequentemente chega a viver 1.000 [3] ou 1.600 anos.

A cápsula contém um pequeno buraco em uma das pontas, que permite a grandes roedores como a cutia e com menos freqüência os esquilos roerem até abrir a cápsula. Eles comem então algumas das castanhas que encontram ali dentro e enterram as outras para uso posterior; algumas destas que foram enterradas acabam por germinar e produzem novas castanheiras-do-pará.

A maioria das sementes são "plantadas" pelas cutias em lugares escuros, e as jovens árvores acabam esperando por anos, em estado de hibernação, até que alguma árvore caia e a luz do sol possa alcançá-las. Micos já foram vistos abrindo os frutos da castanheira-do-pará utilizando-se de uma pedra como uma bigorna.

*** A madeira das castanheiras-do-pará é de excelente qualidade, porém a sua extração está proibida por lei nos três países produtores (Brasil, Bolívia e Peru). A extração ilegal de madeira e a abertura de clareiras representa uma ameaça contínua.

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