Tradição verdadeira!


Arquiduquesa do clã druídico de dana, M. Freeman vive segundo as tradições
célticas há mais de 35 anos. Ela fala aqui da festa do solstício de inverno,
q a igreja substituiu pelo natal. Podemos desde agora encontrar o espírito
do povo celta vendo este período sob outra perspectiva e viver as festas de
fim de ano cultivando o calor e a doçura própria ás vibrações que se operam
na natureza nesta época.

O solstício de Inverno é o momento em q a luz sai da matriz da escuridão
invernal. Cada ano, por volta de 21 de Dezembro, o sol parece ficar imóvel,
nascendo e pondo-se no mesmo lugar durante uns dias. É o momento da noite
mais longa, quando o sopro da terra parece vacilar face à obscuridade
dominante. Depois, imperceptivelmente, o sol começa a sua longa viagem para
sul e toda a criação começa a expirar.

Os rituais para acolher o sol datam dos inícios da civilização, quando as
comunidades se juntavam para celebrar a vida com festas, musicas, danças,
teatro e, sobretudo, com a luz do fogo. Nos nossos dias temos tendência a
julgar o natal como um dia único, ou como um fim de semana, mas a maior
parte das culturas suspendiam as suas actividades diárias para celebrarem
pelo menos durante 12 dias.

Na antiga Roma, o solstício de Inverno era acolhido com uma festa feliz e
informal, chamada Saturninas. No séc. II celebrava-se o nascimento do "Sol
Invictus" a 25 de Dezembro. Mais a Norte, os escandinavos celebravam Yule,
uma palavra q pode significar "roda".

Não se conhecem exactamente as antigas celebrações célticas, pq no séc. IV a
igreja de Roma sobrepôs à antiga festa do nascimento do sol, a festa do
nascimento do Filho. A data verdadeira do nascimento de Jesus nunca foi
estabelecida; assim, após muitos debates, a antiga festa do meio do Inverno
foi escolhida pq se tinha costume de se celebrar o nascimento de um deus ou
de um herói solar nessa ocasião. Os pais da Igreja tiveram de chamar os
crentes várias vezes à atenção de que eles deveriam celebrar o nascimento de
Cristo e não o do sol. Apesar desta festa ter ganho um novo nome, um grande
número de costumes continuaram a ser seguidos, da mesma forma como tinham
sido durante milhares de anos, e pela mesma razão: banir a obscuridade e
acolher a volta da luz.
*Mara Freeman

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